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São-Cristovense na Sapecada da Serra Catarinense

Publicado em 24/05/2013 às 00:00 - Atualizado em 23/07/2014 às 17:05

Claudia_Sena Baixar Imagem

Escrita como forma de resgatar os costumes do povo serrano, “Nos bailes do João Guanxuma”, é a música que representa a Região na 13ª Sapecada da Serra Catarinense, nesta sexta-feira (24), na abertura da Festa Nacional do Pinhão, em Lages.

Composta pelo são-cristovense Renato Gomes ‘Renatão’, a letra foi inspirada nas andanças do músico pela região da Coxilha Rica e das conversas que teve com amigos e familiares, sobre como eram realizados os bailes na Serra Catarinense e os personagens da época.

A rancheira, única música desse estilo a participar do festival, tem grandes chances de se tornar a mais popular entre as concorrentes e conquistar o prêmio do evento, podendo disputar, ainda, a Sapecada da Canção Nativa, que reúne composições de todo o Brasil e será realizada no mesmo dia.

A apresentação, programada para as 21h30’, terá Renato, na gaita e voz, ao lado dos músicos e amigos tradicionalistas Daniel Vaz (violão e voz), Fabrício Costa (pandeiro), Beto Ventura (violão e voz) e ‘Tio Vina’ (Percussão).

Segundo a prefeita de SCS Sisi Blind, o município organizará caravana para acompanhar o evento e torcer pelos seus representantes.

Conheça a letra:

 

Nos Bailes do João Guanxuma

Recitado:
Eu vou cantar para vocês,
De um baile bem macanudo,
Na costa do lava-tudo,
No lado de São Joaquim...
Naquela terra buenacha,
Onde se doma e não se acostuma,
Nos bailes do João Guanxuna,
Era mais ou menos assim...

O lava-tudo amanheceu bufando,
Jogando água da caixa para fora
Lá no “negrero” tava dando passo,
Mas com água por cima da espora...
Deu nos “avisos” que naquelas bandas,
Ta tudo pronto pra um baile animado,
E lá na casa do “João Guanxuma”,
E nos “cheguemo” nem que seja a nado...

Refrão:
Neste fandango o povo se reúne,
Como um “vespêdo” numa lichiguana,
E debruçando numa “oito-sôco”,
Um gaiteiro “veio” da marca serrana...
Numa rancheira de “extravia as tamanca”,
Cara virada e firme no compasso,
De vez em quando um trago da canha,
Pra firmar o pulso e “espanta” o mormaço.
Refrão:
Lá pelas tantas o dono da sala,
Pede licença pra dar um recado,
Lá na cozinha está tudo pronto,
Vamos servir um café reforçado...
Tem pão caseiro, tem broa de milho,
Um quarto de porco assado na brasa...
Frescal bem gordo servido na forma,
“Docinho de gila” a moda da casa...

Refrão:
Se por acaso dava um reboliço,
Mas nem por isso o baile parava...
O João Guanxuma era tarimbado,
Já resolvia com, poucas palavras...
Os bochincheiros levava pra um canto,
E com paciência passa um conselho,
Se não resolvesse tira pra fora,
Mandava s’ embora a baixo de relho...

Refrão:
Clareia o dia o baile se termina,
O sol aparece por de traz do cerro,
O “João Guanxuma” afirma o convite,
Fim de semana tem novo entrevero

Refrão:
O rio da cheio não mete medo,
Nos se “atraguemo” cortando água...
A correnteza molha o pelego,
Mas não “perdemo” o baile por nada.

 


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